Relendo aquelas palavras, ela finalmente entendeu. Depois de tanto tempo, percebeu o que significa aquele sentimento -- infantil, piegas, beirando o ridículo, mas real.
"Descobri coisas novas com você", dizia a carta.
Pois é, meu amigo. Mas ela escolheu viver em um outro mundo. Viver demais, até o fim, sem você, que só queria alguma segurança. E isso era algo que ela nunca teve para oferecer, apesar da excelente aparência. Moça de fino trato e peito vazio, mesmo depois das inúmeras tentativas de poder encará-lo e dizer que sim, também estava descobrindo algo. Quem poderia culpá-la?
"Descobri que te amo", falou ele em um outro dia. Sem resposta.
E foram adiante, até acabar. Um acabou com o outro. Ele cobrando amor, ela vendendo qualquer outra coisa. Desmoronaram. Ele, com o peso do mundo nas costas, tentando achar os erros; ela, sob alguma culpa, mas não muita.
Talvez ela não estivesse pronta. Talvez nunca esteja.
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